Ainda falando sobre a importância de ver e ser visto, é preciso observar que grande parte dos motoristas não respeita regras básicas de segurança viária relacionadas à iluminação.
É difícil entender por que alguns condutores não ligam os faróis baixos quando trafegam em túneis. Ou pior, à noite em qualquer rua, até nas pouco iluminadas. Nem é o caso de utilizar somente as lanternas (luzes de posição), ou estes conjugados com luzes auxiliares de neblina. Farol de neblina é, como diz o nome, para neblina.
Art. 249. Deixar de manter acesas, à noite, as luzes de posição, quando o veículo estiver parado, para fins de embarque ou desembarque de passageiros e carga ou descarga de mercadorias:
Infração – média;
Penalidade – multa.
Art. 250. Quando o veículo estiver em movimento:
I – deixar de manter acesa a luz baixa:
a) durante a noite;
b) de dia, nos túneis providos de iluminação pública;
c) de dia e de noite, tratando-se de veículo de transporte coletivo de passageiros, circulando em faixas ou pistas a eles destinadas;
d) de dia e de noite, tratando-se de ciclomotores;
II – deixar de manter acesas pelo menos as luzes de posição sob chuva forte, neblina ou cerração;
III – deixar de manter a placa traseira iluminada, à noite;
Infração – média;
Penalidade – multa.
O que dizer então daqueles que fazem uma “gambiarra” ao ligar as lanternas nos piscas dianteiros?
E quanto à regulagem dos faróis? Sabe-se que devem ser regulados toda vez que o veículo passar por consertos (ou tiver alguma alteração) na suspensão ou a cada 6 meses. Alguém já fez ou conhece uma pessoa que tenha feito? Creio que poucos.
Infelizmente é muito comum a prática de acender as lanternas de neblina em qualquer situação que não seja neblina. Esta lâmpada têm a mesma intensidade da luz de freio e acaba incomodando a visão.
No que diz respeito à direção defensiva, ver e ser visto é fundamental. Por isso eu ligo os faróis baixos de dia também. Evita colisões frontais, pois quem vem no sentido contrário certamente vai te ver. Pelo mesmo motivo, previne atropelamentos. Este procedimento é obrigatório ou recomendado em vários países da Europa e nos EUA.
