Visão 2

agosto 20th, 2010

Ainda falando sobre a importância de ver e ser visto, é preciso observar que grande parte dos motoristas não respeita regras básicas de segurança viária relacionadas à iluminação.

É difícil entender por que alguns condutores não ligam os faróis baixos quando trafegam em túneis. Ou pior, à noite em qualquer rua, até nas pouco iluminadas. Nem é o caso de utilizar somente as lanternas (luzes de posição), ou estes conjugados com luzes auxiliares de neblina. Farol de neblina é, como diz o nome, para neblina.

Art. 249. Deixar de manter acesas, à noite, as luzes de posição, quando o veículo estiver parado, para fins de embarque ou desembarque de passageiros e carga ou descarga de mercadorias:
Infração – média;
Penalidade – multa.
Art. 250. Quando o veículo estiver em movimento:
I – deixar de manter acesa a luz baixa:
a) durante a noite;
b) de dia, nos túneis providos de iluminação pública;
c) de dia e de noite, tratando-se de veículo de transporte coletivo de passageiros, circulando em faixas ou pistas a eles destinadas;
d) de dia e de noite, tratando-se de ciclomotores;
II – deixar de manter acesas pelo menos as luzes de posição sob chuva forte, neblina ou cerração;
III – deixar de manter a placa traseira iluminada, à noite;
Infração – média;
Penalidade – multa.

O que dizer então daqueles que fazem uma “gambiarra” ao ligar as lanternas nos piscas dianteiros?

E quanto à regulagem dos faróis? Sabe-se que devem ser regulados toda vez que o veículo passar por consertos (ou tiver alguma alteração) na suspensão  ou a cada 6 meses.  Alguém já fez ou conhece uma pessoa que tenha feito? Creio que poucos.

Infelizmente é muito comum a prática de acender as lanternas de neblina em qualquer situação que não seja neblina. Esta lâmpada têm a mesma intensidade da luz de freio e acaba incomodando a visão.

No que diz respeito à direção defensiva, ver e ser visto é fundamental. Por isso eu ligo os faróis baixos de dia também. Evita colisões frontais, pois quem vem no sentido contrário certamente vai te ver. Pelo mesmo motivo, previne atropelamentos. Este procedimento é obrigatório ou recomendado em vários países da Europa e nos EUA.

Neblina

agosto 2nd, 2010

Dirigir na condição acima é algo perigossísimo. No último post eu disse que a visão é tudo. Imagine tê-la limitada a alguns poucos metros. Não há como ter controle sobre essa situação.

Mas pode-se minimizar os riscos tomando algumas precauções.

A primeira dica é reduzir a velocidade e aumentar a distância em relação aos carros à frente.

Farol alto jamais!!! Use o baixo e, se tiver, o de neblina.

Evite parar no acostamento. É melhor prosseguir numa velocidade moderada com o máximo de cautela até encontrar um lugar seguro ou até sair da área de névoa.

Evite também fazer ultrapassagens.

O pisca-alerta só deve ser ligado com o carro parado. Nunca o acione com o veículo em movimento, pois quem vem atrás pode achar que você parou e daí frear bruscamente.

Se precisar parar no acostamento da rodovia: acione o pisca-alerta e tire todos que estiverem dentro do carro, mesmo que esteja frio ou chovendo, e vá com eles a um lugar seguro.

Visão

julho 16th, 2010

Ao sentar-se no banco do motorista sabemos que a primeira coisa a fazer é o ajuste dos bancos, de modo a ficar confortável e seguro. Em seguida, os espelhos devem ser regulados.

O condutor deve ajustá-los de uma maneira que permitam o maior campo de visão possível ao redor do veículo.

Pode parecer exagerada a técnica que eu uso de verificar constantemente, através dos retrovisores externos e interno, tudo o que acontece em volta do carro. No entanto, é um excelente método de se ter controle da situação.

 Aliás, controle da situação é a base da direção defensiva.  Saber o que acontece lá na frente ajuda a prever e antecipar uma situação de risco. Atentar para o que ocorre atrás torna mais seguro uma troca de faixa de rolamento e até um desvio de emergência. Eu costumo prestar muita atenção nos veículos que vem na retaguarda, principamente as motocicletas. Um exercício interessante é memorizar os carros à sua volta (marca, modelo, cor) e observar seus movimentos e a posição em que se encontram a todo momento. 

Como eu já disse, pode parecer um certo exagero no começo. Depois torna-se tão comum e automático quanto acelerar e frear.

Há uma técnica na qual os espelhos externos são mantidos a 90° ou o mais próximo disto em relação ao plano longitudinal. Eu usei por um bom tempo e obtive ótimo resultado. No entanto, recomendo apenas para os mais experientes. Quer testar? Veja em dirijaseguro.

Seja como for, o importante é ter amplo controle visual. O sentido da visão é fundamental e deve ser usado ao máximo.

A primeira lição

julho 11th, 2010

Em 1995 tive a minha primeira aula de direção, ao volante de um sedan Fiat Prêmio, pelas ruas esburacadas da cidade de São Paulo. Um familiar precisava fazer um percurso de uns 100 km para tratar assuntos profissionais e resolveu partilhar os seus conhecimentos comigo.

Fui conduzindo meu primeiro carro naquela manhã quente de outono e enquanto recebia instruções, ia de bairro em bairro, de avenida a avenida, de rua em rua, pondo em prática o que ouvia. Parecia que eu tinha nascido pra guiar um veículo. Aqueles momentos definiram o motorista que sou hoje, embora muitas daquelas lições eu tenha custado para aprender.

Hoje vejo que aquelas dicas passadas pelo meu “instrutor” foram de grande valia. Ele me disse que o trânsito é como um organismo vivo e que eu precisaria me integrar totalmente a ele. Como numa simbiose, um ajuda o outro e vice-versa e todos cooperam entre si.

A esta altura preciso confessar que a minha habilitação foi obtida fora dos perímetros da lei. Ou melhor sob as penumbras desta, uma vez que o processo ocorreu dentro de um quartel do Exército, quando eu prestava o serviço militar obrigatório. O sujeito da auto-escola apareceu por lá no começo do ano prometendo 20 aulas práticas, mas só voltou em Dezembro, para aplicar as provas. Provavelmente o Batalhão inteiro passou. Sem ter tido uma aula sequer. Sobre este caso e outros similares falarei mais adiante.

No entanto, mesmo se tivesse cumprido rigorosamente todo o procedimento para ter a CNH, percebo que mesmo assim teria de aprender – por minha conta ou com a ajuda de alguém, a dirigir de maneira segura. Afinal, os Centros de Formação de Condutores (nova denominação das antigas auto-escolas) não ensinam a dirigir bem, mas sim a passar nos testes. Como bem escreveu o ótimo Bob Sharp em sua finada coluna Do Banco do Motorista no site Best Cars.

Eu sigo procurando entender mais, ora lendo a respeito, ora assistindo videos, ora trocando informações com motoristas mais experientes. E esta é a primeira lição, do que deve ser o ato de dirigir: um eterno aprendizado.

 Aqui neste blog quero dividir o que assimilei nestes 15 anos e, também, falar sobre tudo o que se refere a automóveis.