Visão

julho 16th, 2010

Ao sentar-se no banco do motorista sabemos que a primeira coisa a fazer é o ajuste dos bancos, de modo a ficar confortável e seguro. Em seguida, os espelhos devem ser regulados.

O condutor deve ajustá-los de uma maneira que permitam o maior campo de visão possível ao redor do veículo.

Pode parecer exagerada a técnica que eu uso de verificar constantemente, através dos retrovisores externos e interno, tudo o que acontece em volta do carro. No entanto, é um excelente método de se ter controle da situação.

 Aliás, controle da situação é a base da direção defensiva.  Saber o que acontece lá na frente ajuda a prever e antecipar uma situação de risco. Atentar para o que ocorre atrás torna mais seguro uma troca de faixa de rolamento e até um desvio de emergência. Eu costumo prestar muita atenção nos veículos que vem na retaguarda, principamente as motocicletas. Um exercício interessante é memorizar os carros à sua volta (marca, modelo, cor) e observar seus movimentos e a posição em que se encontram a todo momento. 

Como eu já disse, pode parecer um certo exagero no começo. Depois torna-se tão comum e automático quanto acelerar e frear.

Há uma técnica na qual os espelhos externos são mantidos a 90° ou o mais próximo disto em relação ao plano longitudinal. Eu usei por um bom tempo e obtive ótimo resultado. No entanto, recomendo apenas para os mais experientes. Quer testar? Veja em dirijaseguro.

Seja como for, o importante é ter amplo controle visual. O sentido da visão é fundamental e deve ser usado ao máximo.

A primeira lição

julho 11th, 2010

Em 1995 tive a minha primeira aula de direção, ao volante de um sedan Fiat Prêmio, pelas ruas esburacadas da cidade de São Paulo. Um familiar precisava fazer um percurso de uns 100 km para tratar assuntos profissionais e resolveu partilhar os seus conhecimentos comigo.

Fui conduzindo meu primeiro carro naquela manhã quente de outono e enquanto recebia instruções, ia de bairro em bairro, de avenida a avenida, de rua em rua, pondo em prática o que ouvia. Parecia que eu tinha nascido pra guiar um veículo. Aqueles momentos definiram o motorista que sou hoje, embora muitas daquelas lições eu tenha custado para aprender.

Hoje vejo que aquelas dicas passadas pelo meu “instrutor” foram de grande valia. Ele me disse que o trânsito é como um organismo vivo e que eu precisaria me integrar totalmente a ele. Como numa simbiose, um ajuda o outro e vice-versa e todos cooperam entre si.

A esta altura preciso confessar que a minha habilitação foi obtida fora dos perímetros da lei. Ou melhor sob as penumbras desta, uma vez que o processo ocorreu dentro de um quartel do Exército, quando eu prestava o serviço militar obrigatório. O sujeito da auto-escola apareceu por lá no começo do ano prometendo 20 aulas práticas, mas só voltou em Dezembro, para aplicar as provas. Provavelmente o Batalhão inteiro passou. Sem ter tido uma aula sequer. Sobre este caso e outros similares falarei mais adiante.

No entanto, mesmo se tivesse cumprido rigorosamente todo o procedimento para ter a CNH, percebo que mesmo assim teria de aprender – por minha conta ou com a ajuda de alguém, a dirigir de maneira segura. Afinal, os Centros de Formação de Condutores (nova denominação das antigas auto-escolas) não ensinam a dirigir bem, mas sim a passar nos testes. Como bem escreveu o ótimo Bob Sharp em sua finada coluna Do Banco do Motorista no site Best Cars.

Eu sigo procurando entender mais, ora lendo a respeito, ora assistindo videos, ora trocando informações com motoristas mais experientes. E esta é a primeira lição, do que deve ser o ato de dirigir: um eterno aprendizado.

 Aqui neste blog quero dividir o que assimilei nestes 15 anos e, também, falar sobre tudo o que se refere a automóveis.