Qua 29 Out 2008

O calçado mais adequado para o ato de dirigir deve ter o solado fino como uma sapatilha. Isso mesmo, sapatilhas como as que os pilotos profissionais usam. Há diversos modelos no mercado, adidas jerez, puma speed cat, tem até um da adidas com sola da goodyear (se não me engano).
Eu uso este da nike. É confortável e dá uma enorme sensibilidade para usar os pedais. Aliás, este é o motivo pelo qual os pilotos os utilizam. Eu recomendaria até para bateristas. O problema é que muita gente acha que este tipo de tênis é de mulher.
Sex 19 Set 2008

Eu sou um dos muitos que acham a chamada “lei seca” rigorosa demais, no sentido de tolher o direito de beber, por exemplo, dois chopps ou uma taça de vinho após um dia de trabalho e voltar para casa dirigindo.
Penso assim, contudo, a Lei Federal Nº 11.705 está apresentando resultados positivos. Caiu o número de acidentes e mortes em torno de 30%. Me dobro ao rigor da tolerância zero. Ainda mais, depois de ver o especial do estadão sobre a violência no trânsito.
Por que será que as autoridades não levam em conta o que os especialistas dizem?
Seg 8 Set 2008

Para aqueles que rodam em grandes centros urbanos trânsito ruim significa menor fluidez. O anda-e-pára cansativo e estressante. Há várias causas para tal caos. Falemos da incompêtencia das autoridades responsáveis pela gerência e fiscalização (prefeitura), das incumbidas da regulamentação (Denatrans e Detrans) e das que deveriam zelar pela segurança e cumprimento das leis (polícia) e já teremos muito assunto para discussão.
O que mais me incomoda, entretanto, é a falta de desenvoltura com que alguns motoristas conduzem seus carros. O artigo 62 do CTB diz:
A velocidade mínima não poderá ser inferior à metade da velocidade máxima estabelecida, respeitadas as condições operacionais de trânsito e da via.
Um único veículo que, com o trânsito livre à sua frente, trafegue numa velocidade muito baixa é capaz de provocar grandes congestionamentos. Muitas vezes eu me deparo com trânsito parado e em dado ponto vejo que o causador da lentidão é um “cidadão” alheio às perturbações que provoca.
Podemos falar mal das autoridades, é claro. Mas temos de fazer a nossa parte.
Deixem livre a faixa da esquerda nas estradas e vias de trânsito rápido, mesmo que quem venha atrás esteja bem acima da velocidade máxima.
Dê passagem, de acordo com o artigo 30 do Código do Trânsito Brasileiro.
O importante é qual velocidade o motorista deve imprimir no sentido de estabelecer uma boa fluidez. O ideal seria manter a velocidade o mais próxima da máxima permitida. Ou, pelo menos, acima da metade desta.
Seg 1 Set 2008

O CTB diz que os veículos de maior porte são responsáveis pelos veículos menores. Sendo assim, na ordem, caminhões e ônibus cuidam dos carros, que por sua vez cuidam das motos, que devem zelar pelas bicicletas e pedestres.
Simples. Mas a maioria não cumpre seu papel.
Eu tento fazer a minha parte. Até me achava “amigo” dos motoboys. Mas o fato de eu dirigir respeitando as motocicletas, por si só, não impediu que eu fosse desrespeitado.
Um dia desses dei passagem para um motoqueiro e, como resposta à minha gentileza, recebi um xingamento. Ora, deveria ser o contrário.
Ontem quando eu estava na faixa da esquerda do túnel Jânio Quadros percebi, pelo espelho retrovisor, um Polo hatch que vinha mais rápido. Como ao meu lado direito havia outro carro não pude dar-lhe passagem imediatamente. Tive que fazer a ultrapassagem primeiro e então ir para a direita. Em que pese a minha boa intenção, de nada valeu para o motorista do VW, que jogou seu veículo para cima do meu e me fechou.
Pode?
Cabe ressaltar que eu tento ser um motorista gentil e camarada. Sigo as regras e uso o bom senso. Peço desculpas quando estou errado. No entanto, às vezes, me sinto um completo idiota ao fazer isso.
Ter 26 Ago 2008

Já falei da importância de ver e ser visto – do ponto de vista da segurança viária, não? Pois bem, grande parte dos motoristas não respeita algumas regras básicas sobre iluminação.
Eu não consigo entender como alguns ainda rodam em túneis ou, pior, à noite com os faróis desligados. Nem é o caso de utilizar somente os faroletes ou estes conjugados com farol de neblina.
O CTB é bem claro:
Art. 249. Deixar de manter acesas, à noite, as luzes de posição, quando o veículo estiver parado, para fins de embarque ou desembarque de passageiros e carga ou descarga de mercadorias:
Infração – média;
Penalidade – multa.
Art. 250. Quando o veículo estiver em movimento:
I – deixar de manter acesa a luz baixa:
a) durante a noite;
b) de dia, nos túneis providos de iluminação pública;
c) de dia e de noite, tratando-se de veículo de transporte coletivo de passageiros, circulando em faixas ou pistas a eles destinadas;
d) de dia e de noite, tratando-se de ciclomotores;
II – deixar de manter acesas pelo menos as luzes de posição sob chuva forte, neblina ou cerração;
III – deixar de manter a placa traseira iluminada, à noite;
Infração – média;
Penalidade – multa.
O que dizer então daqueles que ligam a luz de presença nos piscas dianteiros? Acham que estão na moda?
Sex 22 Ago 2008

Outra lição: frenagem ou troca de marcha devem ser evitadas durante uma curva.
Em virtude do test-drive do Punto Turbo, tive de participar de um mini-curso de pilotagem ministrado pelo Centro de Pilotagem Roberto Manzini.
Nele aprendi que deve-se frear e, se necessário, reduzir a marcha sempre antes de iniciar uma curva. No evento havia cones sinalizando o momento exato para cada manobra.
Dentro da curva: aceleração constante e movimentos suaves ao volante. E a posição das mãos é 3 e 9 horas.
Qua 20 Ago 2008

No último maio participei do QR EXPERIENCE, evento da revista 4 Rodas da editora Abril, no qual pude testar o carrinho acima. Foram três voltas na pista onde já correram Senna, Prost, Piquet, Schumacher, etc. É o sonho de todo apaixonado por automóveis.
Postarei mais fotos e falarei mais adiante.
Mas qual a lição tirei dessa esperiência? Que eu sou um simples motorista, assim como a maioria dos mortais. Para ser um piloto é preciso treino, muito treino, em lugares apropriados como Interlagos.
Lugar de correr é na pista!
(Embora eu não tenha passado dos 140 km/h por lá)
Sex 15 Ago 2008

Dirigir na condição acima é perigoso, exige cuidados e atenção redobrada. No último post falei que visão é tudo. Imagine tê-la limitada a poucos metros.
O acidente mais comum nesta situação é o engavetamento.
A primeira dica é diminuir a velocidade e aumentar a distância em relação aos carros à frente. Mas atenção à retaguarda.
Farol alto jamais!!! Use o baixo e, se tiver, o de neblina também.
Evite parar no acostamento. É melhor prosseguir numa velocidade segura com o máximo de cautela.
E o pisca-alerta só deve ser ligado com o carro parado. Nunca o acione com o veículo em movimento, pois quem vem atrás pode achar que você está parado e frear bruscamente.
Se precisar parar na rodovia, aí sim ligue o pisca-alerta, sinalize 100 metros antes e tire todo mundo do carro, mesmo que esteja frio ou chovendo.
Evite freadas bruscas, se não tiver ABS.
Por fim, não faça ultrapassagens.
Dom 10 Ago 2008
Ao sentar-se no banco do motorista, sabemos que a primeira coisa a fazer é o ajuste dos bancos. Em seguida, os espelhos.
Aliás, a questão dos espelhos é de extrema importância. O motorista deve ajustá-los de modo que permitam enxergar o mais possível em torno.
Pode parecer exagero a técnica que eu uso de verificar constantemente, através dos espelhos, tudo oque acontece na retaguarda e nas laterais do veículo. Além, é claro, do que ocorre à frente.
Mas eu não me concentro somente no movimento ao redor, como também nos modelos e cores dos carros que estão no leito carroçável. A ponto de saber, por exemplo, que atrás vem um hatch prata e, alguns metros depois, não o vejo mais. Olho para a esquerda e lá está ele. Ou para a direita. Ou entrou numa via lateral. Tudo isso eu consigo ver com a ajuda dos 3 espelhos retrovisores.
Experimentem este procedimento. Garanto que será mais seguro fazer uma troca de faixa de rolamento ou um desvio de emergência.
Há uma outra técnica na qual os espelhos externos são mantidos a 90°. Eu usei por um bom tempo, com ótimo resultado. No entanto, recomendo apenas para os mais experientes. Quer testar? Veja em dirijaseguro.
O importante é o motorista ter amplo controle visual. O sentido da visão deve ser usado ao máximo possível.
Sex 8 Ago 2008

Em 1995 tive a minha primeira aula de verdade, ao volante de um Fiat Prêmio, pelas ruas esburacadas da cidade de São Paulo. Um familiar que precisava fazer um percurso de uns 100 km para tratar de assuntos profissionais, resolveu partilhar um pouco dos seus conhecimentos comigo.
Fui conduzindo o meu primeiro carro naquela manhã quente de outono, enquanto recebia instruções, e ia de bairro em bairro, de avenida a avenida, de rua em rua, pondo em prática oque ouvia. Aquele momento definiu o motorista que sou hoje, embora muitas daquelas lições eu tenha custado para aprender.
A esta altura preciso revelar que a minha habilitação foi tirada fora dos perímetros da lei. Ou talvez sob as penumbras desta, uma vez que o processo ocorreu dentro de um quartel do exército, quando eu cumpria o serviço militar. O cara da auto-escola apareceu por lá no começo do ano, prometendo 20 aulas e só voltou no final, para os exames teórico e prático. O Batalhão inteiro passou. Sem ter tido uma aula sequer. Mas sobre este caso sério falarei mais tarde num outro post.
No entanto, mesmo se tivesse cumprido rigorosamente todas as etapas do processo para obtenção da CNH, percebo que eu teria de: aprender – por minha conta e risco, a dirigir de maneira segura ou com a ajuda de alguém. Afinal, auto-escola não ensina a dirigir bem, apenas a passar nas provas. Como bem escreveu o grande BOB SHARP em sua coluna Do Banco do Motorista no sítio Best Cars Website.
Eu aprendi ora sozinho, ora com a ajuda de um motorista mais experiente. E é assim que me vejo agora, com mais de 12 anos de direção e milhares de quilômetros depois, disposto a compartilhar o conhecimento adquirido.